Whales
Quando venceram o Festival Termómetro 2016, eram ainda um conjunto de quatro elementos. Mas hoje, Pedro Carvalho, Roberto Oliveira e Vasco Silva assinam em trio a música dos Whales, e voltam a subscrever que Leiria é um viveiro refrescante e arrojado de bandas portuguesas.
Estreiam-se ao público nesse ano, com o single “Big Pulse Waves”, apresentando uma proposta ‘pulsante’ com traços afetos do indie rock sem medo de provocar a dança, partindo de uma estética valorizada por esse mundo fora, que tão bem dominaram e aprimoraram. Deu-se um interregno depois de vários concertos, talvez para repensarem a sua sonoridade e redefinirem novos caminhos. Assim parece, pois o seu primeiro disco tardou até 2018, de titulo homónimo, que em jeito de pleonasmo reforça a sua atualidade e nova identidade. “Whales” (2018) revela-nos o resultado pela sua espera, lançando o grupo de Leiria para patamares onde a eletrónica é comandada pelo império da síntese de som. Podemos comprová-lo sumariamente em “How Long e Ghost”.
Ao vivo apresentam-se alegres juntos dos seus sintetizadores, enquanto Whales de hoje com reminiscências dos de antigamente. A energia dos seus concertos permanece urgente e cativante.
